Previdência privada

previdencia privada

A previdência privada é um tipo de investimento de longo prazo com o propósito de criar uma reserva complementar. No caso dos aposentados, trata-se de uma renda extra para aqueles que desejam manter seu padrão de vida após deixarem o mercado de trabalho.  Considerando-se que nessa fase a maioria das pessoas já esteja estabilizada, ou seja, sem grandes dispêndios, com imóvel quitado e filhos criados, especialistas recomendam que a renda pretendida seja de pelo menos 70% da renda atual.

Como alternativa à poupança, alguns pais têm buscado na previdência privada a possibilidade de um futuro mais seguro para os filhos. Investimento em formação profissional e a aquisição de bens estão entre as metas almejadas.

No Brasil, existem dois tipos de previdência: a aberta e a fechada.  A aberta é oferecida por bancos ou seguradoras, podendo ser contratada por qualquer pessoa. Um dos principais benefícios dos planos abertos é a sua liquidez, já que os depósitos podem ser sacados a cada dois meses. Já a fechada é destinada aos profissionais ligados a empresas, sindicatos ou entidades de classe. Em geral, o trabalhador contribui com uma parte mensal do salário e a empresa banca o restante. Algumas empresas, essas mais raras, bancam toda a contribuição.

Entenda algumas das opções de previdência. Qual a diferença entre PGBL e VGBL?

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais vantajoso para quem faz a declaração do imposto de renda pelo modelo completo e está interessado no incentivo fiscal. É uma aplicação em que incide risco, já que não há garantia de rentabilidade, que inclusive pode ser negativa. Em caso de ganho, o repasse ao participante é integral.

Uma de suas principais vantagens está na possibilidade da opção pela idade na qual se começará a receber o rendimento investido, que poderá ser de uma só vez ou em parcelas mensais. Existe também a possibilidade da contribuição com quantias variáveis, podendo se fazer um depósito maior quando houver disponibilidade para tal.

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é aconselhável para aqueles que não têm renda tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, embora haja o pagamento de imposto no momento do resgate ou do recebimento da renda.

Assim como no PGBL, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que todo o rendimento seja repassado ao integrante. O prazo para o primeiro resgate varia de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feito a cada dois meses. Ambos possuem taxa de carregamento.

Alguns sites, como o brasilprev.com.br*, oferecem simuladores que dão uma ideia do quanto você poderá receber em um determinado tempo de aplicação.

A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é o órgão responsável por fiscalizar esse mercado, que conta ainda com a lei Complementar 109, que estabelece uma série de regras rígidas para as empresas de previdência privada.

Uma boa conversa antes da contratação de um plano de previdência privada é importante para que se tenha conhecimento da carga tributária, da taxa administrativa adotada pela instituição e, sobretudo, para analisar o tipo de risco incidente sobre o investimento.

Em uma consulta ao site www.susep.gov.br, podem-se obter informações e estatísticas sobre os planos de previdência privada.

 *Não se trata de uma recomendação de compra. Apenas achei a simulação fácil de usar.

2 comentários

  1. Vanessa Luquese - 29 de janeiro de 2013 15:45

    Gostei muito San, agora posso dizer que não sou mais tão leiga no assunto. Ajudou muito,bjus …

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    • Sandra Rodrigues - 29 de janeiro de 2013 22:05

      Na realidade, Vanessa, o assunto é bem mais extenso, mas o post se tornaria demasiado grande. Embora só tenha citado as duas mais conhecidas, existem outras opções de planos. Seria interessante que você conversasse com seu gerente para saber qual tipo é mais adequado ao seu perfil. Obrigada pelo acesso.

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