Sair da inadimplência é possível

No primeiro post (Inadimplente, quem? Eu?), falamos sobre a inadimplência e terminamos com uma indagação: qual a solução?

Primeiramente, é preciso colocar as dívidas no papel. É fundamental saber o quanto se está devendo e para quem. Classificar as dívidas por valor (dos mais elevados aos menos elevados), pelas referentes ao cartão, ao cheque especial, financiamentos, empréstimos, e assim por diante. Depois, é necessário negociar com os credores. Chore. E, quando digo chore, é para chorar mesmo. Não tenha vergonha de pedir desconto para o banco ou operadora do cartão (que têm os maiores juros). Afinal, você quer pagar, não quer?  Mas, para que isso aconteça, o valor deve ser justo. Converse com sua família. Todos devem estar cientes dos fatos e da necessidade de algum sacrifício para reverter a situação.

O ideal seria vender algum bem, como o carro, quitar tudo e comprar um outro carro com uma prestação dentro do orçamento. Mas,  e quando  não há o que vender? Talvez a saída esteja em um empréstimo pessoal ou consignado (aquele com desconto em folha de pagamento). A ideia é pagar todas as dívidas e ficar com uma só prestação. Mas, dependendo do tamanho da dívida, o empréstimo só vai quitar uma parte, pois os bancos só emprestam até o limite de comprometimento de 30% do salário do contratante.

Ainda não deu? Que tal arrumar um segundo emprego ou um bico nos finais de semana? Vai ficar puxado, mas tenha em mente que é algo temporário.

Muito importante: controle-se! Não contraia mais dívidas antes de quitar as que já tem.

E, por fim, planeje-se. Saiba sempre quais são suas despesas. Faça uma planilha de gastos. Não precisa ser no computador se você não souber lá muito bem como é que se faz, pode ser em uma agenda ou em um caderno. O importante é não perder o controle novamente.

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