A cesta básica e o salário mínimo

No dia 6 de agosto foi publicado o valor da cesta básica no mês de julho. Ela subiu em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).  Essa pesquisa é realizada mensalmente, e  teoricamente seria um parâmetro para medir  se o poder de compra do salário mínimo consegue suprir as necessidades alimentares básicas de uma pessoa durante um mês. A cesta básica é composta por 13 itens alimentares: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga, e a quantidade de cada ingrediente varia de acordo com a tradição alimentar de três grandes áreas do país: região Sudeste, as regiões Sul/Centro-Oeste e as regiões Norte/Nordeste.

O valor da cesta para cidade de São Paulo em julho é de R$ 299,39, ou seja, 48,13% do salário mínimo nacional, que hoje é de R$ 622,00.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o salário mínimo deveria ser capaz de atender  às necessidades vitais básicas do trabalhador  e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer,  vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. Deveria, mas está longe disso.

Segundo o Dieese, para que todas essas necessidades fossem atendidas, o valor do salário mínimo necessário para o mês de julho  deveria ser R$ 2.519,97.  Aí sim, talvez desse para comprar  uma cesta básica um pouco menos básica.

2 comentários

  1. Camila Martinez - 16 de setembro de 2012 20:51

    Seria um sonho, mais essa realidade está muito longe do nosso país! Parabéns pelo texto!!!

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    • Sandra Rodrigues - 16 de setembro de 2012 22:02

      Obrigada pelo acesso. Espero vê-la por aqui mais vezes.

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