Se o dólar sobe…

dólares voando

Até a primeira quinzena de agosto, o dólar já acumulava valorização superior a 10% frente ao real, e já há quem aposte que ele poderá chegar aos R$ 2,70. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acha que não. Mas, e se continuar subindo, o quanto nossas vidas, ou melhor, nossos bolsos, serão afetados?

Vamos começar explicando o porquê da alta. O que ocorre é que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos,  está dando sinais de que vai diminuir os estímulos à economia do país. Isto porque, desde 2009, o Fed vem recomprando mensalmente títulos do Tesouro americano. Do mesmo modo que aqui, lá os títulos públicos são usados como forma de captar dinheiro para financiar gastos públicos do governo. Eu já falei aqui sobre esse tipo de investimento, que em resumo são uma espécie de “empréstimo” que os investidores fazem ao Tesouro para resgatá-los mais tarde, com juros. Ao recomprar esses títulos, o governo injeta dinheiro na economia. Como a economia americana está mostrando sinais de recuperação, essa recompra deve diminuir. E na medida em que o fluxo de dinheiro diminua por lá, haverá menos dólares sendo direcionados a outros países, como, por exemplo, o Brasil. Menos dólares em circulação = alta na cotação.

Agora, voltemos aos nossos bolsos. Uma das maiores preocupações relacionadas à alta do dólar é a inflação.

Com o preço do dólar elevado, os produtos importados tornam-se mais caros. Por outro lado, a exportação fica mais atraente para o produtor, que vê mais vantagens em negociar com o mercado externo. Com uma oferta menor de produtos, os preços no mercado interno tendem a elevar-se.

Outro segmento afetado é o do turismo, principalmente quando se fala de viagens internacionais. No primeiro semestre deste ano, os brasileiros gastaram no exterior US$ 12 bilhões (R$ 28 bilhões). O dólar mais caro tende a frear esses gastos.

E o que fazer, então? No caso das viagens, gastar menos quando for ao exterior ou ficar por aqui mesmo.

Mas, quando se trata de alimentação, as coisas se complicam um pouco. Alguns produtos até são substituíveis, mas, no caso do pão francês fica difícil, já que o trigo usado aqui é praticamente todo importado.

Infelizmente, não há muito que fazer senão torcer para que o dólar encontre um patamar adequado que não seja tão desfavorável para importadores, exportadores ou nós, pobres consumidores.

1 comentário

  1. Ricardo Martins - 21 de agosto de 2013 10:44

    Outra saída é fazer teletrabalho com empresa americana e ganhar em USD, rs. =) #ficarico

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