O lixo eleitoral

limpeza urbana

52,2 toneladas.  Essa foi a quantidade de lixo eleitoral recolhida na cidade de Santos após o pleito de 07 de outubro.  É muito lixo.

Para limpar tudo isso foram necessários, somente no domingo, além dos 85 funcionários que normalmente atuam nos finais de semana, mais 55 profissionais. E, para os dias seguintes, 100 funcionários a mais que os 277 que trabalham durante a semana. É muita gente.

Mas o que esperar de candidatos que representarão pessoas que diariamente despejam nas ruas e praias todo tipo de resíduos? Será que o número de lixeiras disponíveis não é o suficiente? Talvez não. Mas este fato não justifica o hábito comum, para alguns, de jogar pelas ruas papéis, bitucas de cigarro, garrafas, até mesmo móveis, ou seja lá o que for. A reclamação sobre a sujeira feita pelos candidatos é unânime. Eu, pessoalmente, acho que eles deveriam ser responsabilizados pela limpeza de tudo, desde os papéis jogados no chão no dia da eleição até placas, cartazes, outdoors e faixas, utilizados em campanha.  Porém, é difícil cobrar dos candidatos uma atitude, já que estes, estão incluídos na mesma população que, culturalmente suja as vias públicas.

Economicamente falando, quanto toda essa falta de conscientização custa aos cofres do município?  Esses recursos, tanto financeiros quanto humanos, poderiam ser melhor utilizados e aplicados de outras formas, como, por exemplo, na manutenção de escolas, conservação de ruas ou iluminação pública.

Em março, visitei a cidade de Santiago, capital do Chile, e fiquei impressionada com a limpeza do centro da cidade e dos arredores. Até mesmo os cachorros que vagam pelas ruas têm suas necessidades recolhidas pela população.

A cidade de Santos está vivenciando um processo de crescimento que, por enquanto, não está sendo acompanhado de forma proporcional pela formação de alguns valores. E falta de conscientização está saindo cara.

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