O índice de confiança do consumidor

O indice de confiança do consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor indica a sensação do consumidor em relação à sua situação econômica pessoal e do país no curto e médio prazo e tem impacto direto no seu comportamento de consumo. Esse índice também aborda outros dados de interesse, como a intenção de compra de bens duráveis, carro e casa, a evolução dos preços e a capacidade de economizar em relação aos gastos. O ICC é mensurado mensalmente em diversos países da Europa e da America Latina, exceto no Brasil, onde a periodicidade é bimestral. Os indicadores têm como referência o valor 100. Assim, quanto mais acima deste valor estiver o indicador, mais positiva é a percepção da população.

Depois de sinalizar alguma melhora em março, as avaliações do consumidor em relação ao momento presente voltaram a piorar, influenciando o resultado do Índice de Confiança do Consumidor.

Em maio, o ICC da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que ouviu 2.100 pessoas,  caiu 25% em relação ao mesmo período de 2013. É a mais acentuada queda anual desde o início da série histórica, em 1994. Em comparação ao mês de abril deste ano, a queda foi de 9%.

As perspectivas para os próximos meses seguem nebulosas. O indicador que mede o grau de otimismo em relação ao cenário econômico futuro, ou seja, num prazo de até cinco anos, está mais baixo que o índice de confiança para a situação atual.

Isso nada mais é que um sombrio reflexo dos números da inflação que não param de crescer, entre outros fatores econômicos negativos, com exceção da taxa de desemprego que estava em 5% no mês de março.

A economia é algo bem interessante se pararmos para pensar que uma ciência que muitos imaginam tratar basicamente de números depende tanto do psicológico e de expectativas.

O resultado é um consumidor que repensa seus gastos, seus planos e adia seu futuro, empreendedores que deixam de investir e a economia de um país que caminha com o freio de mão puxado.

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