O fim do mundo, a concentração de renda e a desigualdade

operarios desigualdade

Bem, se você está lendo este post, é sinal de que o mundo ainda não acabou. Pelo menos até a próxima vez.

Em meio a toda essa loucura, alguns fatos me chamaram a atenção nesses últimos dias, como a divulgação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que seis municípios, isso mesmo, seis dos 5.565 municípios brasileiros, concentram 25% de toda a geração de renda do país. Você tem noção do que significa dizer que um quarto da renda do país está concentrada em apenas seis cidades? São Paulo tem a maior participação, com 11,8%, seguida pelo Rio de Janeiro, com 5%. Brasília concentra 4%, enquanto Curitiba e Belo Horizonte têm percentuais semelhantes: 1,4%. A novidade é o surgimento da cidade de Manaus, com 1,3%.

 Juntas, as seis capitais representam 13,5% da população brasileira.

Segundo dados do Censo 2010, embora haja uma disposição para a desconcentração de renda, esta ainda é muito grande no Brasil. Em 2000, os 10% mais bem remunerados recebiam 50,5% dos rendimentos, enquanto os 10% que recebiam menos totalizavam juntos apenas 1,0% da renda.

Já em 2010, os 10% dos trabalhadores com os melhores salários ficaram com 45,3% de todos os rendimentos, enquanto os 10% com menor renda representam apenas 1,3% dos ganhos do país.

A concentração de renda diminui a passos tímidos.

Na realidade, estão todos preocupados com o fim do mundo, sem se dar conta de que ele já anda acabadinho (pelo menos no que diz respeito à desigualdade social), e que é preciso fazer muito para que ele realmente melhore. Caso contrário, quem tem muito vai ficar com tudo e quem tem pouco ficará sem nada.

Em 2013, desejo que os 10% que têm menos passem a ter bem mais e que o Brasil seja um país mais igualitário, com mais acesso à educação, à moradia, à saúde, à segurança e à alimentação com qualidade.

O Econofácil vai dar uma pausa neste fim de ano. Voltamos na segunda quinzena de janeiro.

Um bom 2013 a todos!

2 comentários

  1. marcelo felipe - 6 de janeiro de 2013 19:50

    desejar que melhore adistribuiçao de renda eu acho que toda pessoa boa indole deseja, agora pra mudar e necessario que nossos deixem de ser covardes e acomodados no que eu nao acredito ou esperar a merda em que o povo vive cubra nossas cabeças talvez quando estivermos sem ar mude alguma coisa

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    • Sandra Rodrigues - 10 de janeiro de 2013 0:43

      Seria bom que a situação não chegasse a tanto para que alguém queira mudar esse quadro, Marcelo. É fato que o país precisa de muito mais e melhores políticas públicas. Afinal, ainda temos cerca de 16 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza. Quanto aos governantes covardes e acomodados, cabe a nós deixarmos também de sermos acomodados e omissos e cobrarmos mais soluções, mais eficiência, mais trabalho, mais compromisso, mais responsabilidade…
      Obrigada pelo acesso.

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