Entendendo o pibinho

pibao

No dia 20 de dezembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff disse que queria um “pibão grandão” para 2013, já que a previsão para o ano passado era de 1% de crescimento. O resultado final não passou de 0,9%.

No primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,6%, ficando novamente abaixo das previsões. É o fim do mundo? Não. Afinal, países como Estados Unidos e China também cresceram abaixo de suas expectativas e a zona do euro está em recessão. Poderia ser melhor? Poderia.

O Brasil ainda possui muitos pontos falhos quando o assunto é a retomada do crescimento econômico. O setor de serviços cresceu 0,5% e a indústria apresentou queda de 0,3%. Com a inflação batendo à porta e os juros mais altos, o país passa por um momento de insegurança financeira, o que não é nada propício para investimentos. E é justamente aí, na minha opinião, que está uma das explicações para o “pibinho”. Há uma carência enorme de investimentos nos setores industrial e de infraestrutura. De que adianta uma super safra de grãos se, basicamente, o único meio de transporte são caminhões que transitam por rodovias, em sua maioria, em estado de abandono? As ferrovias estão sucateadas e o transporte fluvial inexiste.

De que serve estimular o aumento da demanda se a indústria não consegue produzir? Serve para aumentar a inflação e o desemprego. “Mas o emprego está em alta”, você deve estar pensando. Ocorre que o emprego é um índice que demora um pouco mais para refletir a situação econômica. Em países cujas economias estão em recuperação, como os Estados Unidos, por exemplo, o nível de desemprego ainda não diminuiu suficientemente para que o governo respire tranquilo.

Então isso significa que se o Brasil não apresentar melhores números de crescimento nos próximos meses, corremos o risco de ver o nível de emprego cair? Provavelmente.

Em visita ao país na semana passada, o vice-presidente americano Joe Biden disse à presidente Dilma que o Brasil não pode mais ser considerado um país emergente. Bom saber disso. E, já que estamos crescidos, é hora de ter responsabilidades de gente grande.

1 comentário

  1. Ricardo Martins - 5 de junho de 2013 10:23

    “Governo” e “responsabilidade” são palavras que ficam engraçadas na mesma frase… Por exemplo a situação na época da safra de soja. É a mesma há anos. Só quando trava tudo mesmo como na semana passada, onde a estrada virou estacionamento, é que vemos o governador dizer que vai fazer alguma coisa.

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