Educação: problemas históricos

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Nossos problemas educacionais são uma herança histórica. Em 1889, José Ricardo Pires de Almeida publicou “História da Instrução Pública no Brasil (1500-1889)”, no qual nos diz que muitos comerciantes ricos que não sabiam ler. Essa observação pôde ser constatada pelo seguinte fato:  durante o Império, os analfabetos que possuiam bens e títulos podiam votar.

O autor também relatou que, já naquela época, os baixos salários oferecidos aos professores afastavam profissionais qualificados, e que apenas 1% da população brasileira era escolarizada em 1886, enquanto na Argentina esse número já chegava a 6%.

A taxa de analfabetismo vem caindo ano a ano. Porém, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, o Brasil ainda possui 14,1 milhões de analfabetos na faixa etária com 15 ou mais anos de idade, ou seja, 9,7% da população. Em comparação a outros países da América Latina, estamos atrasados. Em Cuba e na Argentina, por exemplo, possuem respectivamente 0,2% e 1,9% da população não alfabetizada.

A evasão escolar é mais um dos problemas da educação brasileira. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem a maior taxa de evasão escolar no Ensino Médio entre os países do Mercosul (composto por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela). Cerca de 10% dos alunos entre 15 e 17 anos deixam de estudar nessa fase.

Economicamente, esses são dados preocupantes quando estamos falando de pessoas que ainda não entraram no mercado de trabalho.

O Brasil pode se tornar a 6ª maior economia do mundo, ultrapassando a Grã-Bretanha, se projeções recentes forem confirmadas. Mas, o que se percebe é que as estimativas de crescimento do país não condizem com os números da educação. Algo está errado. Coreia do Sul e China são exemplos de países que souberam enxergar que  crescimento e educação devem caminhar no mesmo compasso.

Os avanços tecnológicos exigem, cada vez mais, profissionais qualificados, e isso demanda educação. E educação de qualidade.

2 comentários

  1. Suellen Ninelli - 1 de setembro de 2012 3:31

    Sim…educação é um carro cheio para o crescimento econômico de um país. O Brasil vem se arrastando na avaliação do investimento escolar e este cenário piora a cada dia. Não muito difícil, basta olhar para as estatísticas de infroUaestrutura escolar…temos um número alto de escolas sem ao menos banheiro de uso público, valores altos e representativos também para a ausência de bibliotecas ou outras fontes de consulta

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    • Sandra Rodrigues - 14 de setembro de 2012 3:04

      Obrigada pelo comentário, Suellen. Aumento da parcela do PIB destinada à educação, já!

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