Considerações sobre o dia das mães

Mães

Ontem foi o dia das mães aqui no Brasil.

Esse dia é comemorado ao redor do globo praticamente em todos os meses do ano. Na Tailândia, por exemplo, da data é festejada no dia 12 de agosto, enquanto na  Argentina,  comemora-se no segundo domingo de outubro.

Mas, infelizmente, nem todas as mães tem motivos celebrar.

A ONG internacional Save the Children realizou um estudo com 176 países comparando fatores como saúde das mães, mortalidade infantil, educação e salários para saber quais deles oferecem as melhores condições para a maternidade     .

No topo da lista está a Finlândia, seguida por Suécia, Noruega, Islândia e Holanda. Os Estados Unidos ocupam a 30ª posição, enquanto o Brasil está em 78º lugar.

No lado oposto da lista estão dez países da África Subsaariana, ficando a República Democrática do Congo na última posição.

Segundo a ONG, a desnutrição é uma das principais causas de mortes de mães e crianças nessa região, onde até 20% das mulheres estão abaixo do peso no momento da gravidez.

Enquanto na  Finlândia o risco de uma mulher morrer durante a gestação é de uma para cada 12.200, na Índia, 56 mil mulheres vão a óbito todos os anos. É o lugar com maior número de mortes maternas entre os países listados.

“Na Índia, o crescimento econômico tem sido impressionante, mas os benefícios não foram divididos de forma equilibrada”, atesta o relatório.

O estudo aponta ainda que cerca de 1,04 milhão de crianças morrem ainda no primeiro dia de vida ao redor do mundo, todos os anos.

O Brasil aparece como parte de um grupo de 12 países em desenvolvimento que atingiram avanços nos últimos anos, incluindo ainda Peru, Egito, China, México, Laos, Bangladesh, Guatemala, Indonésia, Vietnã, Camboja e Nepal.

Um desses avanços é percebido no atendimento médico às mulheres que fazem parte dos 20% mais pobres da população brasileira. Em 1996, apenas 30% delas recebiam assistência, enquanto em 2007 essa porcentagem se elevou para 97%.

No mesmo período, o acesso ao pré-natal e a cuidados apropriados durante a gestação passou de 53%  para 93%.

Ainda estamos longe do topo mas, se trabalharmos de modo sério e eficaz, chegaremos lá.

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